quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uma novela chamada ENEM

Por Bruno Menezes





No ultimo Fim de semana, 6 e 7, ocorreu em todo o Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). O exame este ano é usado como porta de entrada para as principais universidades federais do país e para o Programa Universidade Para Todos (PROUNI). Desde o ano passado vemos muitas falhas no processo do ENEM; provas sendo roubadas, demora nos resultados e este ano estive aplicando a prova e pude ver de perto o tamanho da desorganização do exame.
Um dos grandes problemas é a preparação dos fiscais de prova. Cerca de 2 horas antes do inicio das provas é feito uma reunião de 10 minutos entre os fiscais e a coordenação para dar informações básicas. E muitas informações ainda passam despercebidas.
Faltando poucos minutos para o inicio da prova, desejei não ter problemas em sala e não ter que tomar prova de ninguém. Mas como nem tudo sai da forma que queremos, uma candidata perdeu sua prova no sábado por pura falta de atenção.
Ao marcar a cor de seu caderno na folha de respostas ela marcou a cor errada e ao invés de chamar os fiscais ela em seguida marcou a cor certa. Neste caso, como diz as instruções, sua prova nem será corrigida.
Ainda em nossa sala a problemática prova amarela fez uma vítima, questões da prova estavam fora de ordem, erro admitido pela gráfica que confeccionou a prova.
Na tarde da ultima segunda feira, 8, o exame foi suspenso pela justiça do Ceará e agora surgem boatos de que o tema da redação havia vazado antes do inicio das provas.
Alunos que esperaram o ano todo para fazer o ENEM estão indignados com o exame.
É o que diz Letícia Pereira, 17. “Estou com ódio desse ENEM, já é difícil não saber quanto devemos tirar para passar para a 2º etapa e nem o gabarito oficial divulgaram.”
O MEC ainda irá recorrer sobre a decisão da justiça do ceará, enquanto isso cerca de 4 milhões de estudantes esperam angustiados alguma explicação sobre a validade das provas.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Brasil Democrático

Por Bruno Menezes
Após os mais de 100 anos de república no Brasil, o país elege sua primeira presidente mulher. Mas isto é motivo de comemoração?
O que importa se o presidente é homem,mulher, negro, branco, alto, baixo tudo não passa de características físicas. O importante são as ideias do presidente para mudar o país. Pois bem, nessas eleições, no segundo turno, eu votei nulo. Fui acusado de não estar pensando no melhor para o país e ouvi muitas criticas dizendo que quem vota nulo é indeciso. E muitas pessoas indecisas diziam que os dois candidatos eram fracos, porém devemos votar no “menos pior”.
Para o estudante Rafael Boldrini, 18, isso não é verdade. “Eu votei nulo, pois para mim não tem essa de votar no ‘menos pior’, prefiro votar em um candidato que valha a pena.”
As duas campanhas se tornaram rixas pessoais – Principalmente no segundo turno – e os debates que deveriam servir para discutir e esclarecer propostas para o eleitor, se tornaram um canal de ataque para as duas candidaturas. Isso deixou o eleitor mais indeciso de seu voto. Mas devemos deixar claro que dos mais de 4 milhões de eleitores que votaram nulo no segundo turno, muitos não fizeram isso por indecisão.
É o que explica o estudante de Relações Públicas, Thiago Malveira, 21. “Não acredito que quem votou nulo seja necessariamente indeciso, os dois candidatos não passaram confiabilidade para grande parte dos eleitores e muitas pessoas não votaram nos candidatos e sim em seus partidos”.
Alguns brasileiros tratam as eleições como um jogo, mas política é coisa séria e pode influenciar na vida de todos. Tenho orgulho de estar no 2º maior colégio eleitoral do Brasil e um dos mais críticos. Vi que nessas eleições o Brasil se envolveu mais com a democracia e espero que em 2014 se envolva muito mais debatendo as ideologias dos partidos.
E como sou brasileiro, desejo a “presidenta” Dilma Rousseff muita sabedoria para governar o país e que venha a copa de 2014.