domingo, 24 de julho de 2011

Na tela dos brasileiros

Bruno Menezes

Apesar de serem muito criticados os programas populares vem ganhando cada vez mais espaço na mídia televisiva. Esse novo jornalismo voltado para o “povo” tem conquistado milhares de lares brasileiros e promete expandir-se cada vez mais. Visando atingir o público das classes C e D, ele é caracterizado por discutir questões ou fatos polêmicos do dia a dia com uma linguagem fácil e diferente da que vemos nos telejornais clássicos. Brasil Urgente (Bandeirantes), TV Verdade (Alterosa), Balanço Geral e Cidade Alerta (Record) são alguns dos programas que seguem esta linha.
Seus apresentadores assim como os temas retratados, geralmente são figuras polêmicas que não hesitam em mostrar voracidade em cada frase dita. Alguns ainda criam bordões como – “balança Brasil!”, “eu quero imagens!”, “põe na tela!” e com isso se tornam até ídolos do “povão”.
Podemos comparar esse tipo de jornalismo a um verdadeiro circo dos horrores, onde temos o picadeiro que é o estúdio, o apresentador do espetáculo que muitas vezes nos fazem rir com o jeito de abordar a notícia, e as atrações principais que são – crime, assassinato, drogas, corrupção, acidentes e mortes. Às vezes me pergunto se para ser um apresentador destes programas é necessário fazer teatro, pois o símbolo do teatro não é justamente a tragédia e comédia?Mesmo abordando temas tão pesados, eles jamais sobreviveriam nos dias atuais se não obtivessem uma boa audiência, ou seja, será que a tragédia e a comédia são os reais motivos que levam os brasileiros a assistirem os telejornais? É uma questão a se pensar.